
Mais uma espécie marinha ameaçada de extinção foi encontrada no sábado, 15, por volta das 8h, na praia de Upanema, litoral de Areia Branca. Trata-se de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) pesando em torno de 60 quilos e medindo pouco mais de 50 centímetros.
O animal recebeu assistência de biólogos e veterinários integrantes do Projeto Cetáceos da Costa Branca, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), que monitoram a área.
A tartaruga foi encontrada por pescadores na extensão da praia de Upanema, próximo a uma estátua em alusão a Iemanjá.
Segundo os biólogos, somente neste mês de janeiro já foram encontradas cinco tartarugas da mesma espécie na região da Costa Branca. Isso vem preocupando biólogos e fiscais do Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis e Meio Ambiente (Ibama), que consideram muito alto o número de animais marinhos encontrados no litoral potiguar.
No caso das tartarugas, o frequente encalhe nessa área pode ter relações com o período da desova. Entre os meses de agosto e outubro, as tartarugas copulam, e, partir de janeiro, as fêmeas começam o ritual da desova nas areias das praias. Terminada a desova, elas iniciam a jornada de volta para o mar. Às vezes, demoram muito e acabam perdendo a maré alta, encalhando na areia.
Projeto monitora espécies marinhas na Costa Branca
Há mais de dois anos o Projeto Cetáceos da Costa Branca vem intensificando o trabalho de monitoramento na região. Somente em Areia Branca são 42 quilômetros de litoral, onde constantemente aparecem animais marinhos na praia, muitas vezes mortos ou mutilados.
Mas o projeto é realizado há dez anos no Departamento de Ciências Biológicas da Uern e identifica a diversidade de espécies de mamíferos aquáticos na região da Costa Branca do Estado, verificando a conservação destas espécies em que se incluem os cetáceos (golfinhos), os sirênios (peixes-bois). Mais recentemente, devido ao encalhe e morte na região, também integra pesquisas com quelônios (as tartarugas).
Sobre a tartaruga-verde encontrada no sábado, na praia de Upanema, em Areia Branca, os responsáveis pelo monitoramento do animal explicaram que a espécie é fácil de ser encontrada em razão de estar distribuída por todos os oceanos, nas zonas de águas tropicais e subtropicais. O nome tartaruga-verde deve-se à coloração esverdeada da sua gordura corporal.
As tartarugas-verdes crescem, em média, até 120 centímetros de comprimento curvilíneo de carapaça e pesam 160 quilos em média, podendo atingir até 300 quilos. É uma espécie inteiramente marinha, sem contactos com terra, a não ser as fêmeas que põem os ovos em praias.
Com informações do Jornal O Mossoroense
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